Sunday, May 20, 2007
Explico, explico...
Tá bom, eu vou explicar a revolta de ontem... Ela não passou, ainda não, mas vai passar. Não mudei de idéia sobre o psiquiatra, estou fazendo mal a mim mesma, mas eu tenho motivos para ficar irada com o mundo. Cacete, desde março que tudo está à mil por hora. E isso é à mil mesmo. Tipo fui para a Expedição Capibaribe, cheguei e tive que correr para tirar o atraso da Fiepe, Bruno vou morar em São Paulo cinco dias depois que eu voltei da viagem, tive que fazer e entregar os textos do livro, fui à São Paulo e fiquei uma semana lá, o que me fez trabalhar à mais para compensar os dias perdidos de trabalho, as brigas com Bruno ficaram piores, tive que refazer o material do Capibaribe e este final de semana foi o primeiro desde março que eu consegui tirar para mim. Estou esgotada. Tá foda. Só tive revés nessa porra de ano. Quando dezembro chegar eu não vou comemorar a passagem do ano, vou dormir. Quero que o mundo se exploda, que todos morram. Se eu não posso ter um mínimo de tranquilidade para pensar, para viver, então que morra. Essa vida eu não quero. Essa vida não me interessa.
Ok... I will tell you
Eu comecei a escrever este post em inglês, mas a cabeça está cada vez mais flácida e eu não consegui ir muito além.. Também, quem se importa... Eu sabia, desde sempre, que março seria um mês divisório, que depois dele minha vida não seria mais a mesma, mas eu estou cansando dela sempre mudar para pior.. CARALHO!!!!! PUTA MERDA!!! QUE INFERNO!!!! VÃO TODOS SE FERRAR! A minha paciência deu. Acabou. Chegou. Esgotou. Terminou. Essas coisas todas... Minha vontade é mandar tudo e todo mundo se ferrar! Eu deveria sumir, explodir, morrer algo assim... Eu não quero essa vida para mim, eu não quero. Eu não quero mais essa ordem inversa onde eu recebo obrigações de gerente e salário de faxineiro. Não quero mais esse namoro à distância. Não quero mais pegar ônibus. Não quero mais trabalhar 14 HORAS NUM DIA!!!! EU NÃO QUERO MAIS!!!!! Isso não é vida pôxa. Eu vivo sonhando com o dia em que estará melhor. E sabe o que é pior? É que um dia esteve muito melhor que isso, mas eu nem me lembro mais quando isso aconteceu. E não é porque eu sempre arrumo um problema, é não acontece mais coisas boas para calar a última reclamação. Só outras coisas para eu reclamar mais. Eu estou insatisfeita. Eu estou cansada. Eu estou triste. E nem tempo para essas coisas eu tenho tido. Eu estou ficando doente de tristeza e estou de saco cheio disso. Vou voltar para as drogas. Se não tiver dinheiro para nada, pelo menos tem uma merda de um comprimido que faz você não pensar nisso. Quer uma coisa boa? Consegui dar banho na minha cadelinha, deu tempo!!! E comecei a colocar ordem na pocilga que eu durmo. Pelo menos vai ficar limpo. E amanhã, vou detonar a garrafa de vinho que tem na geladeira e que eu estava guardando para tomar com um casal de amigos. Nunca dá tempo de ir lá mesmo... Sempre tem um problema. Amanhã quando eu ligar perguntando se rola passar lá eles vão dizer que não dá... Então vou beber tudo sozinha mesmo. Essa semana ainda eu ligo para o psiquiatra... De volta à fluoxetina, parece que ela é o remédio das balzacas...
Saturday, March 31, 2007
Pronto foi
Pronto, Bruno foi... Decolou com uma hora de atraso, mas se a partida dele for comparada a qualquer uma das histórias mostradas na TV, ele pegou um vôo de primeira classe. Ficamos uma hora no check in, mas ele não pagou excesso da bagagem e ele tinha 32Kg de bagagem extra. O avião saiu às 14h, exatamente no programado, pós atraso e chegou lá por volta das 17h30. Tudo ok... Só o que não fica ok é esta sensação estranha. Como se houvesse uma coisa entalada, que não tem como sair... Dá meio que vontadade de chorar, mas não se chora. Sei lá... Ah... Mudando de assunto para não ficar mono... Coloquei o link do site da Expedição no último post, ele fica sob o nome do post... Então, vou repetir www.capibaribe.org. Quem quiser olhar... Vou embora agora, fazer contas, procurar passagens para o feriado de 1º de maio, baixar os programas da declaração do imposto de renda, fazer um calendário de atividades com horários a serem cumpridas. Para ajudar a passar o tempo. Queria registrar um beijo para tia Rejane, Otávio e Raquel e seus repectivos acompanhantes. Amo vocês.
Friday, March 30, 2007
Filosofia Cliveana
Se eu separar em muitos posts vai ficar compreensível? É que, como diria Joseph Cliver, a vida é uma caixinha de surpresas! Cheguei da expedição na quinta passada, mas parece que faz três anos e ao memos tempo parece que foi ontem.... Ainda tô cansada demais, preocupada demais, mas já aconteceu tanta coisa nesses oito dias que tudo fica longe. Bruno viaja amanhã. Tenho alguns dias para escrever um livro. Que eu ainda não sei como será... Vou ter meu nome num livro... Depois, tem o trabalho mesmo, a Fiepe, que come muito tempo e faz a gente ficar cansado. Queria parar um pouco, mas ao mesmo tempo acho que esse não é o momento, que agora a palavra é continuar. Teve uma estória, meio maluca, que deu mais um impulso na roda. A roda, por sinal, está feito louca, nunca girou tão rápido e tão devagar, tão alta e tão baixa. Minha vida se tornou uma montanha russa da disney, aquela espacial. Eu nunca sei como ou acordar na manhã seguinte, se o humor vai estar bom, ou vai estar ruim, ou se, ainda, eu esterei drepê total. Tomei como certo que a bruxaria entraria de vez na vida esse ano e está cada vez mais entranhada mesmo, mas ainda tenho críticas à minha conduta. Enfim, tá tudo rápido demais para eu alcançar, mas quando eu pego o pique as coisas ficam para trás e eu tenho que parar. Ôh complicação, acho que nunca mais vou ter uma vida normal. Acho que isso deixou de existir. Coloquei o link do blog da expedição... Eu pretendia colocar aqui os posts que eu coloquei lá.... mas eu não vou fazer isso mesmo, então.... AH registro.... meus tênis da Adidas são o que há!!!! Tipo, nunca fiquei tão satisfeita com uma compra... O Hellbander novo é perfeito... Leve, confortável, com um sistema de drenagem que é absolutamente infalível e que ajuda a manter os pés refrigerados quando estão secos. Simplesmente ótimo!
Saturday, March 24, 2007
Chegamos ao final
Pois é gente, finalmente chegamos ao final da tragetória. Nem conseguimos colocar nenhum nome entre os mortos e feridos, mesmo tentando com freqüência. Eu mesma consegui passar por toda a expedição sem ter nenhuma indisposição alimentar, mas de ontem para hoje meu sistema digestivo resolveu entre em guerra com o mundo, nem estômago, nem intestino funcionam direito. Eu ainda tô cansada, mesmo tendo dormido 14 horas da quinta para a sexta. Cheguei e fui fazer o que eu chamo de limpeza.. Tomei um banho como há mais de dez dias eu não tomava, fiz as unhas, hidratei os cabelos, enfim dei um trato para me sentir mais limpa... Quem me conhece deve estar pensando que estas frescuras de hidratação e unhas pintadas não fazem muito parte do meu cotidiano, mas é que quando você é exposto à situações extremas de falta de cuidados, você quer tudo que tem direito. Já cheguei em casa tendo problemas com pai e mãe.. Caraca, às vezes parece que eles nunca vão sentir falta da gente de verdade... Tipo, parace que estão sempre de saco cheio do que somos ou fazemos... A gente chega já levando reclamação! Outra coisa que me deixa triste dia a dia é que Bruno vai embora né... Tipo, estou na fila do atendimento on-line da gol para resolver a compra de passagens.
Tuesday, March 13, 2007
Poção
A BR-232 nos recebeu por volta das 15h em direção ao final do Agreste. Chegada à Poção aconteceu com a noite já alta, impossibilitando uma visita à cidade. Que só aconteceu na segunda-feira pela manhã.
A cidade, apesar de pequena, já demonstra alguns problemas de cidade grande. O lugarejo tem lugares parados no tempo, como uma fotografia de vários anos atrás. As vitrines das lojas com as esquadrias em madeira, como grandes armários, fazem parte do em tempo quase esquecido. A principal atividade econômica da cidade é a confecção de renda de renascença e as plaquinhas “vendo renascença” multiplicam-se nas portas das casas.
Enfim, passamos por Poção e fomos em direção ao nosso objetivo. O sítio Araçá, de propriedade de D. Maria do Carmo e Seu José Genu, guarda o início de nossa jornada. A nascente do Capibaribe.
Quando chegamos ao olho d’água ele estava com o dobro de seu tamanho normal, graças às chuvas dos últimos dois dias. Dona Maria foi quem nos recebeu. Atenciosa, a mãe de dois filhos, vive há 26 anos ao lado do afloramento d’água, mas só há cerca oito anos descobriu que estava ao lado de m vizinho ilustre.
Foi o marido, Seu José, nascido e criado no sítio, e hoje com 72 anos, que apresentou os vizinhos. “Ôxe mulher, tu sabia não? É a nascente do Capibaribe”.
Também é lá que a pequena Estefani de quatro anos brinca com as piabas, fazendo crer a todos que pega em seus “rabos”.
O caminho de volta à Poção, que fica à cerca de 2Km, foi feito à pé. Olhando a paisagem ao redor, o que chama mais a atenção é a vegetação verde. No Agreste pernambucano é assim, quando chove, mesmo que um pouco, o verde brota em todas as direções, mudando tudo ao redor.
O povo simples desenvolve seu dia. Gente que volta com os latões de leite já vazios depois da venda, gente com sacolas de compras feitas “na rua”, gente que tange o gado...
A brisa fria, em parte pelas chuvas, em parte pela altitude de mais de mil metros, ajudava a disfarçar o sol que já ia alto.
A cidade, apesar de pequena, já demonstra alguns problemas de cidade grande. O lugarejo tem lugares parados no tempo, como uma fotografia de vários anos atrás. As vitrines das lojas com as esquadrias em madeira, como grandes armários, fazem parte do em tempo quase esquecido. A principal atividade econômica da cidade é a confecção de renda de renascença e as plaquinhas “vendo renascença” multiplicam-se nas portas das casas.
Enfim, passamos por Poção e fomos em direção ao nosso objetivo. O sítio Araçá, de propriedade de D. Maria do Carmo e Seu José Genu, guarda o início de nossa jornada. A nascente do Capibaribe.
Quando chegamos ao olho d’água ele estava com o dobro de seu tamanho normal, graças às chuvas dos últimos dois dias. Dona Maria foi quem nos recebeu. Atenciosa, a mãe de dois filhos, vive há 26 anos ao lado do afloramento d’água, mas só há cerca oito anos descobriu que estava ao lado de m vizinho ilustre.
Foi o marido, Seu José, nascido e criado no sítio, e hoje com 72 anos, que apresentou os vizinhos. “Ôxe mulher, tu sabia não? É a nascente do Capibaribe”.
Também é lá que a pequena Estefani de quatro anos brinca com as piabas, fazendo crer a todos que pega em seus “rabos”.
O caminho de volta à Poção, que fica à cerca de 2Km, foi feito à pé. Olhando a paisagem ao redor, o que chama mais a atenção é a vegetação verde. No Agreste pernambucano é assim, quando chove, mesmo que um pouco, o verde brota em todas as direções, mudando tudo ao redor.
O povo simples desenvolve seu dia. Gente que volta com os latões de leite já vazios depois da venda, gente com sacolas de compras feitas “na rua”, gente que tange o gado...
A brisa fria, em parte pelas chuvas, em parte pela altitude de mais de mil metros, ajudava a disfarçar o sol que já ia alto.
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